| Histórico da Paróquia Santuáriode Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Capelinha)
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A Capelinha primitiva estava situada fora do perímetro urbano de Franca, no alto de uma de suas colinas, na região nordeste, onde atualmente é o bairro Vila Aparecida. Foi construída por volta de 1917, pelo Sr. Manoel André de Melo, cognominado “Manoel Valim”, um senhor negro, que possuía ali uma pequena propriedade. Apesar de suas modestas dimensões (3x1,5 metros) tornou-se um centro de devoção popular, onde se celebrava, algumas vezes, a santa Missa. Em 1921 porém, devido ao abandono e às explorações, foi interditada pelo Sr. Bispo Diocesano de Ribeirão Preto. Mas o povo continuava com sua devoção e lhe dava o nome carinhoso de Capelinha, que perdura até os dias de hoje, apesar de ser um enorme e belo santuário (r.Distrito Federal, 1285-CEP14401-342- F(16)3722-3855-Email:capelinha@netsite.com.br). Em fins de 1921, o Sr. Manoel Valim veio a falecer. Como a viúva não dispunha de meios para saldar as dívidas do falecido, a propriedade foi levada a leilão público. Então o Pe. Frei Gregório Gil das Mercês, oar, Superior e Pároco da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Franca, em nome da Ordem dos Agostinianos Recoletos, arrematou a propriedade que media 200x100m. Logo aos 26 de abril de 1922 começaram as obras da nova igreja, com o lançamento solene da primeira pedra. Em 25 de abril de 1925, em majestosa procissão trazendo a imagem de N.Sra.Auxiliadora ao encontro da Virgem Aparecida, desde a praça central da cidade, distante cerca de 3 km, deu-se a festiva inauguração do templo. A Missa e a benção solene foram presididas pelo Sr. Bispo Diocesano de Ribeirão Preto, D.Alberto José Gonçalves. O templo tinha 27 metros de comprimento por 10 de largura. Com a inauguração da nova igreja, que recebeu o “direito de pia” do Sr. Bispo, aumentou muitíssimo o culto a N.Sra.Aparecida no local, que desde então começou a ser bastante procurada para batizados e casamentos. Tornou-se famosa na cidade, pela grande afluência de fiéis, a Missa que era celebrada ao meio-dia dos domingos.
Na Igreja nova, na época “Capella de Nossa Senhora Apparecida do Bom Jardim”, ainda que não oficialmente inaugurada, o primeiro batizado que se realizou, dia 13.11.1924, foi o de Catharina, nascida aos 12.09.1924, filha de Joaquim Francisco de Moura e Rita Machado, cujos padrinhos são Antônio Machado e Maria José Machado. O primeiro casamento, foi o de Bonfasso Machado, 21 anos, filho de João Machado Araújo e Maria Rita das Dores, com Maria Costa, 18 anos, filha de Virgílio Costa e Antônia Costa, que se consagraram no sacramento do matrimônio dia 02.12.1924, testemunhado por João Cândido Borges e Leone Rocha. Ambas as celebrações foram presididas por Pe. Frei Gregório Gil das Mercês.
No dia 22 de fevereiro de 1925, depois de obtidas as respectivas autorização e licença do Pe. Provincial e do Sr. Bispo Diocesano, foi lançada e benta a primeira pedra do futuro Convento-Colégio de N.Sra.Aparecida, que iria compor o conjunto da “Capelinha”. A construção foi tão rápida que, como num verdadeiro milagre, em julho de 1927 o prédio já estava apto a receber os primeiros moradores. E logo, no dia 26 de setembro daquele ano, vieram de Ribeirão Preto os 11 seminaristas professos acompanhados do Superior, do Vice e de um irmão não-clérigo, num total de 14 religiosos. Mas a inauguração oficial do Convento-Seminário se deu em 10 de outubro, presidida pelo Sr. Bispo Diocesano de Ribeirão Preto, D.Alberto José Gonçalves, que após a benção litúrgica do prédio, percorreu as dependências do mesmo, em devota procissão com o Santíssimo Sacramento. Em seguida, na igreja, dirigiu palavras de júbilo e de congratulações para com a Ordem Agostiniana Recoleta, pela obra magnífica, realizada em tão pouco tempo, e de tanta importância, não só para a Ordem, mas para toda a Diocese e a Igreja do Brasil. Dali certamente iriam sair inúmeros missionários para evangelizar o nosso povo. A alma e o herói daquela empreitada gigantesca e maravilhosa, tinha sido o benemérito e extraordinário Pároco de Franca, Frei Gregório Gil das Mercês, que certamente contou com a cooperação de seus Vigários e colaboradores. No dia 7 de setembro de 1948, foi abençoada a pedra fundamental da nova ala do Convento-Seminário, construída à esquerda da Igreja, do outro lado da ala primitiva. Com a cerimônia, que foi presidida pelo Pe. Prior Provincial da época, Frei Ângelo Gosostidi, tiveram início as comemorações do cinqüentenário dos Agostinianos Recoletos no Brasil. Era superior do Convento o Pe. Frei Antônio González. No dia 14 de outubro de 1949 se inaugurou o novo prédio. No segundo semestre de 1952, na gestão do Pe. Frei Estevão Montes da Sagrada Família, deu-se o início da edificação do Salão Santo Agostinho, situado na parte esquerda da praça defronte à Igreja, perpendicular à nova ala, sendo inaugurado em 14 de novembro de 1954, como parte dos festejos do XVI centenário da conversão de Santo Agostinho. O local muito utilizado para projeções de filmes e representações teatrais. As obras de ampliação e de embelezamento da antiga igreja da Capelinha começaram em 1958, também sob a responsabilidade do Pe. Frei Estevão Montes, Superior do Convento. Foram reformas que não só aumentaram extraordinariamente a capacidade da antiga igreja, mas também a tornaram grandiosa e muito mais funcional, com uma bela e majestosa cúpula, uma camarinha para a imagem da Virgem Aparecida, belos e artísticos altares de mármore, um amplo presbitério e espaçosa sacristia, além de salas e outras dependências. Em 28 de agosto de 1965, com a benção e concelebração, presidida pelo Pe.Prior Provincial Frei José González, deu-se por concluídos os serviços. A área total passou de 220 m2 para 754 m2.
A Igreja de N.Sra.Aparecida contou sempre com a catequese, infantil e de adultos, tanto na cidade quanto nas fazendas. A princípio ministrada por Frei Amâncio Mácula, posteriormente assumiram o encargo as irmãs Nenê, Donga, Lígia e Stela Relvas, secundadas pelas irmãs Blandina e Geni de Andrade. Na década de 60, o convento responsabilizou-se pela catequese na área rural, através dos seminaristas que aos domingos dedicavam-se à tarefa. A cerimônia de Primeira Comunhão sempre recebeu especial destaque nos acontecimentos religiosos do ano. Caracterizava-se pelo esmero na preparação da Eucaristia e no ato da renovação das promessas do Batismo. Na década de 50, a instrução catequética após a Primeira Comunhão (perseverança), era transmitida através da Cruzada Eucarística Infantil, que deixou de existir na década seguinte.
A 25 de maio de 1968 aconteceu a ereção canônica da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, com a transformação da igreja conventual em igreja matriz, pelo decreto do Arcebispo de Ribeirão Preto, D. Felício César Cunha Vasconcellos, ofm. A instalação da nova Paróquia, cuja circunscrição foi desmembrada da Paróquia de N.Sra. das Graças, se deu em 02 de junho de 1968, com a posse do primeiro Pároco, Frei Estevão Montes da Sagrada Família. Em novembro de 1979, na gestão do Pe.Prior, Frei Paulo Rosa Zerbinatti, teve início a edificação de um galpão, na área localizada entre as ruas Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, com frente para a Praça Sto. Agostinho. O projeto previa a construção de uma quadra esportiva, salas para atividades pastorais, cozinha e WC. E já em 1980, a quermesse de outubro foi realizada naquele recinto, prosseguindo as obras sem interrupção até o final do ano. Em meados da década de 90, sendo também alugado para prática de futebol de salão, sua manutenção ficava a desejar. Após decisão da Assembléia Paroquial, foi reformado e somente utilizado para atividades da Paróquia. Em julho de 1993 foi denominado Salão Nossa Senhora Aparecida. Posteriormente, sua área externa, até então utilizada como campo de futebol, foi asfaltada, servindo para a realização da Festa da Padroeira (FESTAP), que acontece sempre em outubro, e da Festa das Comunidades (FESTAC), organizada no primeiro semestre do ano. Ainda na década de 80/90, devido a problemas em sua estrutura, o Salão Santo Agostinho teve que ser demolido, sendo logo iniciada e sua reconstrução. No novo projeto, que acompanhou as linhas arquitetônicas do conjunto, o prédio passou a ter dois andares e maior funcionalidade. No térreo foi construído outro salão, com palco, banheiros e cozinha. No andar superior, salas para uso do Instituto de Filosofia, durante o dia, sendo à noite utilizado pelo Centro de Pastoral Paroquial. Foi inaugurado em 1998 . A 1ª FESTA DA PADROEIRA-FESTAP, aconteceu em 1991, na área da praça defronte à Igreja. A idéia foi dinamizar a antiga “Quermesse em louvor a N.Sra.Aparecida”. Na opinião do Pároco de então, Frei José Luiz, foi a melhor das festas já realizadas, com grande participação popular. Todos que trabalharam no recinto da festa ficaram felizes com os resultados obtidos, avaliando em 100% os pontos positivos. A renda auferida destinou-se à construção da sede da CEB-Divino Espírito Santo, Pastorais da Criança e do Menor, Creche do Jd.Riviera e Casa São Camilo de Lélis. Para que todas as CEBs pudessem angariar recursos, instituiu-se a FESTA DAS COMUNIDAS-FESTAC, realizada também na praça Sto.Agostinho. A primeira aconteceu nos dias 11-12-13 de agosto de 1995.
A circunscrição da Paróquia da Capelinha abrange um universo de 40.000 católicos, celebrando, mensalmente, mais de 120 batizados e 20 casamentos. As Celebrações Eucarísticas na Capelinha, são realizadas de segunda a sábado, as 7 e 19 hs., e aos domingos às 7, 8:30, 11, 17 e 19 horas. Os Batizados, nos segundos e quartos domingos do mês, sempre às 9:45 hs. Na Paróquia é editado mensalmente um boletim informativo, “O SANTUÁRIO”, cujo nome, até 1999, era “AÇÃO PASTORAL’”.
Bibliografia: - FELIPPE, Chafik. VILA APARECIDA, 1994. - Livros de Batismos e Casamentos da Paróquia N. Sra. da Conceição - Atas do CPP - Jornais da época
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Fonte: Pesquisa de Wálter Antônio Marques Lélis e Sônia Regina Belato de Freitas Lélis - Franca 2002
Data e Hora:
14/3/2009 14:33:17
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